quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

a bala magica de Kennedy


John Fitzgerald Kennedy, 35º presidente americano, foi morto a tiros em Dallas, no Texas, às 12h30 de 22 de novembro de 1963 – e estes são os únicos fatos sobre o assassinato dos quais ninguém discorda. A Comissão Warren, responsável pela investigação, apressadamente apontou Lee Harvey Oswald como autor solitário do crime, o que só fez aumentar as teorias da conspiração.
A viagem a Dallas era parte da pré-campanha pela reeleição de 1964. JFK e a primeira-dama, Jacqueline, chegaram ao aeroporto às 11h40. De lá, seguiram em carreata para o centro da cidade – um reduto republicano, que não contribuíra para a vitória do democrata Kennedy em 1960. O governador local, John Connally, e o vice-presidente, Lyndon Johnson, integravam a comitiva. No carro, a esposa do governador, Nellie, observou o grande público e disse: “Senhor presidente, não se pode mais falar que Dallas não o ama”. Ele respondeu: “Me parece bastante óbvio”. Logo depois, o alfaiate Abraham Zapruder registrou o assassinato com uma câmera de 8 milímetros.
Imediatamente após os tiros, o agente Roy Kellerman, do serviço secreto, exigiu que o chefe de polícia local, Jesse Curry, liberasse o trânsito nos 6,5 quilômetros que separavam o local do atentado até o Parkland Hospital. Outro agente subiu no porta-malas para colocar Jackie de volta a seu assento e proteger o casal.
12h38
Kennedy chega ao hospital e é atendido por uma equipe médica que já havia sido avisada pelo Departamento de Polícia. Ele não apresenta sinais de pulsação.
12h43
Além do ferimento na cabeça, os médicos acham mais um, com menos de 1 cm, na parte inferior do pescoço – na pressa, não percebem que há outro buraco nas costas.
12h47
A equipe insere um tubo pela garganta para facilitar a respiração. Nenhuma das medidas dá resultado e a atividade cardíaca cessa completamente.
13h
Kennedy é declarado morto. Lyndon Johnson é levado ao avião presidencial. É lá que, às 14h38, ele fará o juramento como 36º presidente americano.

A Bala Mágica
O segundo tiro é uma das perguntas sem resposta sobre o atentado. O projétil teria entrado pelas costas de Kennedy, atravessando uma vértebra e sua garganta. A seguir, teria acertado o governador Connally, sentado no banco dianteiro, no ombro e na munheca, até se alojar em sua perna esquerda. A bala supostamente responsável pelos ferimentos, chamada de“evidência 399”, está quase em perfeito estado, apesar dos impactos que teria sofrido.

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